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Vinculados con las graves violaciones a los derechos humanos ocurridas en el marco de las coordinaciones represivas del Cono Sur.

Fondo SPAEL,XX BNM - Brasil Nunca Mais

Área de identidad

Código de referencia

BR SPAEL,XX BNM

Título

Brasil Nunca Mais

Fecha(s)

  • 1964 - 1979 (Creación)

Nivel de descripción

Fondo

Volumen y soporte

Extent
Iconográfico(s) -fotografia(s) - 249 item(ns) Textual(is) - 175 metros lineares do documentação textual e 249 fotografias.

Área de contexto

Nombre del productor

Brasil Nunca Mais / Evaristo Arns *** (1971 -)

Historia administrativa

O Projeto Brasil Nunca Mais tem sua gênese no trabalho de um grupo de especialistas que se dedicou a reunir cópias de mais de 700 processos políticos que tramitaram pela Justiça Militar, entre abril de 1964 e março de 1979. Os advogados perceberam que os processos relacionados a presos políticos poderiam ser reproduzidos, aproveitando-se do prazo de 24 horas facultado pelo Tribunal para a custódia provisória de autos, e copiaram os documentos um a um em total sigilo. As denúncias feitas por parte dos presos políticos, detalhando as violências que tinham sofrido, eram fontes capazes de reproduzir o que ocorrera nos cárceres e locais de tortura, mas que poderiam desaparecer a qualquer momento, ainda mais na hipótese cada vez mais próxima de redemocratização.
A ideia foi acolhida pelo Reverendo da Igreja Presbiteriana Jaime Wright e pelo cardeal de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, que conseguiram os recursos necessários junto ao Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Foi alugada uma sala comercial em Brasília, próxima ao Superior Tribunal Militar, e três máquinas copiadoras. Deste local as cópias seguiam para São Paulo, onde foi tudo microfilmado. Foram seis anos de trabalho até reproduzirem os documentos de 707 processos judiciais: no total, um milhão de cópias em papel e 543 rolos de microfilmes.
O primeiro produto foi um documento mãe – o Projeto A –, com a análise e a catalogação das informações constantes dos autos dos processos judiciais em 6.891 páginas divididas em doze volumes. Nessa etapa, os pesquisadores identificaram quantos presos passaram pelos tribunais militares, quantos foram formalmente acusados, presos, torturados e quantas pessoas tinham desaparecido. Também foram catalogadas as modalidades de tortura mais praticadas, a localização dos centros de detenção e os nomes dos médicos que davam plantão junto aos porões, bem como os agentes identificados pelos presos políticos.
Para tornar o conteúdo mais acessível, Dom Paulo imaginou o Projeto B, um resumo do Projeto A em um espaço 95% menor, tarefa a cargo dos jornalistas Ricardo Kotscho e Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto), coordenados por Paulo de Tarso Vannuchi. O material acabou publicado no Brasil e nos Estados Unidos. No Brasil saiu pela Editora Vozes, vinculada à Igreja Católica, sob o título de “Brasil: Nunca Mais”.

Paulo Evaristo Arns nasceu em Forquilhinha, Criciúma, Santa Catarina, em 14 de setembro de 1921. É o quinto entre os treze filhos de Gabriel Arns e Helena Steiner Arns, uma família de pequenos agricultores. Após o curso primário (1928-1933), entrou na Ordem dos Frades Menores (OFM). A partir daí, frequentou o Seminário menor dos franciscanos em Rio Negro, Paraná, entre 1934-1939, fazendo o noviciado em Rodeio, Santa Catarina, no ano de 1940.
Entre os anos de 1946-1966, exerceu a atividade de professor em ginásios, Seminários e faculdades; fundou, no ano de 1954, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Bauru.
Em 02 de fevereiro de 1966, foi nomeado pelo papa Paulo VI bispo auxiliar de dom Agnelo Rossi em São Paulo. Ainda neste ano, foi ordenado bispo em Forquilhinha, Santa Catarina.
Entre 1966 e 1970 atuou como vigário episcopal da Região de Santana, local em que começou um trabalho orgânico e integrado com padres, religiosos e leigos. Criou a “Missão do Povo de Deus”, passando um tempo em cada paróquia da região com uma equipe para multiplicar os ensinos do Concílio Ecumênico Vaticano II. Dessa missão, surgiram Ministros da Palavra que levaram a “Semana da Palavra” para as ruas da arquidiocese, formando Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e multiplicando grupos de rua.
Em 1969, a pedido do cardeal Rossi, acompanhou o episódio dos Seminaristas dominicanos que foram presos pelos militares porque ajudavam universitários contra a ditadura e passou a defendê-los. Em janeiro de 1971, denunciou a prisão e tortura de dois agentes de pastoral, o padre Giulio Vicini e a leiga Yara Spadini, e apoiou dom Hélder Câmara e dom Waldyr Calheiros que estavam sendo pressionados pelo regime militar. Ainda nesse ano, “O São Paulo”, semanário arquidiocesano, começa a avaliar a relação da Igreja com o Estado, e por isso sofre prolongada censura.
Dom Paulo Evaristo Arns, no ano de 1972, como presidente do Regional Sul-1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reuniu todos os bispos do Estado de São Paulo em Brodosqui, publicando, a seguir, o primeiro dos documentos contundentes da Igreja sobre os direitos humanos, “Testemunho de Paz”; lançou também a “Operação Periferia” para atender as áreas mais carentes da cidade de São Paulo. Nesse mesmo ano, criou a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese que patrocinou, entre tantas iniciativas, a publicação do livro “Meu Depoimento sobre o Esquadrão da Morte”, de Hélio Bicudo.
Em 05 de março de 1973 dom Paulo é investido em Roma pelo papa Paulo VI como terceiro Cardeal de São Paulo; nesse ano deixa o Palácio Pio XII para morar em casa simples no bairro do Sumaré. Ainda no mês de março de 1973, no dia 30, presidiu na Catedral a “Celebração da Esperança”, em memória do estudante universitário Alexandre Vannucchi Leme, torturado e morto pelo regime militar no cárcere.
Em novembro de 1973, realizou a “Semana da Paz na Terra”, para a defesa dos Direitos Humanos; também em novembro Dom Paulo sofreu a perempção da rádio da Arquidiocese, a “Rádio Nove de Julho”, por Decreto assinado pelo então ditador Ernesto Médici, em 1º de novembro de 1973. Ainda neste ano, em 26 de outubro, Dom Paulo participou, junto com o reverendo Jaime Wright, do lançamento da primeira edição do folheto ecumênico sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, publicado pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), realizada na antiga Cúria Metropolitana na Praça Clóvis Bevilaqua, centro de São Paulo.
No ano de 1974, Dom Paulo foi o protagonista do encontro realizado com o general Golbery do Couto e Silva em Brasília, no qual foi acompanhado de familiares de presos políticos, apresentando um dossiê sobre vinte e dois casos de desaparecimentos.
No ano de 1975, constituiu e aprovou a Comissão Arquidiocesana de Pastoral dos Direitos Humanos e Marginalizados, ano este em que também começa a fazer apelos em prol da anistia. Data também desse ano o histórico culto ecumênico em memória de Wladimir Herzog, jornalista morto na tortura nos porões da ditadura militar, celebrado em 31 de outubro de 1975, na Catedral da Sé. No mês seguinte lançou, com o episcopado do estado de São Paulo, a declaração “Não oprimas teu irmão”, que reiterava a denúncia e condenação da tortura.
Em 1976, Dom Paulo, juntamente com Adolfo Pérez Esquivel, tomou medidas práticas em favor das vítimas da guerra suja na Argentina, a partir do golpe civil-militar de março de 1976 naquele país. No dia 30 de maio desse ano, foi empossado como jornalista militante pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa) em São Paulo.
No ano de 1977, defendeu da ameaça de expulsão do país dom Pedro Casaldáliga, bispo católico adepto da Teologia da Libertação, radicado no Brasil desde o ano de 1968. Data também desse ano sua visita ao Paraguai, a fim de conhecer o trabalho do Comitê Ecumênico de Igrejas, tornando-se o primeiro cardeal a visitar aquele país.
Dom Paulo Evaristo, ainda neste ano de 1977, cedeu uma sala da cúria metropolitana para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a fim de atender o crescente fluxo de refugiados políticos vindos de países vizinhos no Cone Sul (Argentina, Chile e Uruguai, principalmente). Também nesse ano organizou a Comissão de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso (CEDRA) em 05 de outubro.
No ano seguinte, apoiou, no mês de junho, a organização CLAMOR – Comitê de Defesa dos Direitos Humanos no Cone Sul. Realizou em 1978, e com a Comissão Arquidiocesana de Pastoral dos Direitos Humanos e Marginalizados, a Semana dos Direitos Humanos, no teatro da Universidade Católica (TUCA), sob ameaças do secretário de Segurança Pública. Ainda nesse ano, no mês de novembro, participou, como um dos principais palestrantes, do Simpósio Internacional sobre Direitos Humanos, organizado pela Vicaría de la Solidaridad, da Arquidiocese de Santiago, Chile, promovido pelo cardeal Raúl Silva Henríquez, de quem era amigo. No mês seguinte, em dezembro, lançou a cartilha “Humildes contra a Violência”, preparada pela Comissão Arquidiocesana de Pastoral dos Direitos Humanos e Marginalizados.
Ainda nesse ano de 1978, em companhia de Dom Tomás Balduíno, Bispo de Goiás, solicitou ao Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI), que elaborasse o documento “Repressão na Igreja do Brasil, reflexo de uma situação de opressão”, que foi lançado em dezembro desse ano, com ampla divulgação.
Dom Paulo Evaristo apoiou a Comissão Arquidiocesana de Pastoral dos Direitos Humanos e Marginalizados em sua ajuda à greve dos metalúrgicos do ABC, a qual foi marcada pela morte, em 30 de outubro de 1979, atingido por bala de policial, do operário Santo Dias da Silva, agente de pastoral da Arquidiocese de São Paulo. O enterro de Santo Dias foi presidido por Dom Paulo, apoiado por grande manifestação popular nas ruas do centro de São Paulo.
No mês de julho de 1979, com o comparecimento maciço da mídia, dom Paulo deu entrevista na qual anunciava que o CLAMOR havia localizado na cidade de Valparaíso, Chile, as crianças Anatole e Vicky, filhos dos uruguaios Mario Roger Julian Cáceres e Victoria Grisonas de Julian, executados na Argentina em um operativo Condor.
Dom Paulo participou, como membro fundador, da Comissão Independente Internacional das Nações Unidas para Questões Humanitárias, criada em decorrência da resolução 34/136 de 14 de dezembro de 1981 da Assembleia Geral da ONU, sendo o único religioso, em todo o mundo, eleito para esta comissão.
Em janeiro do ano de 1983, entregou ao papa João Paulo II, em Roma, um exemplar do livro Desaparecidos en Argentina, publicado pelo CLAMOR. É membro do Serviço Paz e Justiça na América Latina (SERPAJ-AL).
No ano de 1985 realizou, com o apoio financeiro do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e a coordenação do Reverendo Jaime Wright, o projeto “Brasil Nunca Mais” (BNM)¸ contendo informações obtidas nos arquivos militares oficiais sobre o uso institucionalizado da tortura durante o regime militar dos anos 1964-1985, cujo livro-resumo foi lançado em 15 de setembro de 1985. Em 1987 doou todo o acervo acumulado do BNM ao arquivo Efoigard Leuenroth da UNICAMP; 25 coleções de 12 volumes com 6.891 páginas cada coleção, a 14 entidades no Brasil e 11 no exterior; 538 rolos de microfilmes e mais de 100 disquetes ao “Latin American Microform Project (LAMP)”, em Chicago, EUA. Nesse mesmo ano, tornou-se presidente do Comitê Latino-americano de Peritos pela Prevenção de Tortura (CEPTA).
Dom Paulo teve o território da Arquidiocese de São Paulo dividido pelo Vaticano, em 1989, com a criação de 4 dioceses desmembradas: Osasco, São Miguel Paulista, Campo Limpo e Santo Amaro, com novos bispos, passando a Arquidiocese a ter 6 regiões episcopais. Também em 1989 foi indicado oficialmente para o Prêmio Nobel da Paz desse ano.
No ano de 1992 sofreu grave acidente automobilístico, quando de sua participação na Quarta Assembleia dos Bispos Latino-Americanos (CELAM), em Santo Domingo, República Dominicana.
Tornou-se Arcebispo Emérito de São Paulo em 24 de maio de 1998, passando a dedicar parte de seu tempo à promoção da população da Terceira Idade.
Dom Paulo Evaristo Arns, em 26 anos de arcebispado, criou 43 paróquias; construiu 1200 centros comunitários; incentivou e apoiou o surgimento de mais de 2000 Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) nas periferias da metrópole paulistana, particularmente nas atuais dioceses sufragâneas de São Miguel, Osasco, Campo Limpo e Santo Amaro, além das regiões de Belém e de Brasilândia, e assinou sete Planos de Pastoral, com prioridades sempre eleitas democraticamente pelas comunidades.
Ao entregar o comando da Arquidiocese a seu sucessor, Dom Cláudio Hummes, continuou a produzir dezoito programas radiofônicos semanais para a Rádio América e diversas emissoras. Os artigos para jornais continuaram – a pedido dos editores – em ritmo semanal, para “Notícias Populares”, “Diadema Jornal/ Diário do ABCD” e “Diário Popular”.

James Wright, Pastor presbiteriano brasileiro, nasceu Curitiba, Paraná, em 27 de setembro de 1927, e faleceu em 29 de maio de 1999. (12/7/1927-29/5/1999). Militante pelos direitos humanos era filho de missionários estadunidenses. Estudou teologia e fez pós-graduação na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, em 1950.
Ao término dos estudos, voltou ao Brasil e se mudou para Ponte Nova, atual Wagner, na Bahia, para dirigir o Instituto de Educação Presbiteriano Ponte Nova. Em 1964 foi para Caetité, também na Bahia, onde denunciou a corrupção fiscal no estado. Em 1968 assumiu a direção da Missão Presbiteriana do Brasil Central, em São Paulo.
Desde o golpe de 1964, Jaime Wright engajou-se na luta pela defesa dos direitos humanos. Secretário-Geral da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Jaime ajudou a consolar famílias, enviar denúncias ao exterior e estruturar entidades que lutavam pelos direitos humanos. Teve participação direta na fundação do CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviços), do Centro Santo Dias, da Pastoral de Consolação e Solidariedade do Conselho Latino-Americano de Igrejas (Clai) e do Serviço de Paz e Justiça na América Latina (SERPAJ).
Em 1973, Jaime Wright procurou o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh pedindo ajuda para encontrar Paulo Stuart Wright, seu irmão desaparecido em setembro desse ano. Paulo era, então, dirigente da Ação Popular Marxista-Leninista (APML), e tinha sido deputado estadual em Santa Catarina, quando teve o mandato cassado logo após o golpe de 1964. Paulo exilou-se no México e voltou ao Brasil como clandestino, sendo posteriormente sequestrado pelo II Exército em um subúrbio de São Paulo, e conduzido ao CODI-DOI/SP, onde foi morto sob tortura, mas não teve sua morte reconhecida. James Wright também procurou o auxílio de dom Paulo Evaristo Arns para localizar seu irmão. Jaime faz publicar, pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço, 1,8 milhão de exemplares da edição ecumênica da Declaração Universal dos Direitos Humanos e escreve artigos para o exterior, denunciando as violações dos direitos humanos no Brasil.
Jaime Wright tornou-se cada vez mais próximo de dom Paulo Evaristo, sendo membro da Comissão Arquidiocesana de Pastoral dos Direitos Humanos, e tendo relações excelentes com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Em 1975 participou do culto em memória a Wladimir Herzog, com dom Paulo Evaristo Arns e o rabino Henry Sobel.
Jaime Wright fundou com Jan Rocha e Luiz Eduardo Greenhalgh, o Comitê de Defesa dos Direitos Humanos nos Países do Cone Sul (CLAMOR), no qual permaneceu ativamente até o ano de 1984.
A partir de 1979, a convite de dom Paulo Evaristo, trabalhou pela causa dos direitos humanos na Arquidiocese de São Paulo e coordenou o projeto “Brasil Nunca Mais” (BNM), que resultou na publicação de um livro, um inventário sobre a tortura no Brasil durante os 21 anos de ditadura.
O núcleo duro em torno de Jaime Wright, que foi o guardião dos documentos recolhidos, microfilmados e levados clandestinamente para o exterior, era formado por outros pastores denominacionais e cristãos de diversas procedências, como dom Helder Câmara; dom Paulo Evaristo Arns; Presbítero Philip Potter, Secretário Geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) no período do projeto BNM; Reverendo Charles Roy Harper, chave das informações sobre o assunto, como mediador do CMI no Brasil, Chile, Nicarágua, Paraguai, Uruguai, Argentina, e nações da América Central.
À época de sua saída do CLAMOR, Jaime Wright já estava engajado no projeto “Brasil Nunca Mais”. Jaime fez a ponte com o CMI, e Philip Potter liberou uma verba inicial para a realização do projeto. As ações do grupo envolviam rapidez e silêncio, semelhante ao trabalho desenvolvido pelo CLAMOR: os envolvidos não revelariam nada do que estavam fazendo nem mesmo a seus familiares. No mesmo grupo estava Luiz Eduardo Greenhalgh, responsável pela supervisão da transferência dos processos fotocopiados em Brasília para São Paulo.
Jaime Wright faleceu em 29 de maio de 1999, em Vitória, no Espírito Santo, com 71 anos de idade, vítima de infarto.

Institución Depositaria

Historia archivística

O projeto Brasil Nunca Mais foi idealizado por dom Paulo Evaristo Arns, então assessor do cardeal arcebispo de São Paulo, e pelo reverendo Jaime Wright, pastor da Igreja Presbiteriana . Contou com o apoio financeiro do Conselho Mundial das Igrejas, organismo internacional ecumênico sediado em Genebra.

Origen del ingreso o transferencia

A documentação não sofreu intervenção de processamento técnico nas dependências do AEL. Procedência - Arquidiocese de São Paulo (SP). Cúria Metropolitana - Doada pela Curia Metropolitana de São Paulo em 1987

Área de contenido y estructura

Alcance y contenido

Cópias (706 totais e dezenas parciais) de processos de presos políticos do período da ditadura militar, depositados nos arquivos do Superior Tribunal Militar e Supremo Tribunal Federal, possibilitando conhecer a relação dos denunciados, indiciados, testemunhas e declarantes, funcionários encarregados e escrivães da Polícia Militar, médicos legistas e membros do Conselho de Justiça envolvidos nas ações de repressão aos movimentos de massa, diligências e investigações; informações sobre os réus e organizações visados pela repressão e sobre as leis repressivas e sobre materiais apreendidos em posse dos militantes ou em diligências às residências e aparelhos, anexados como “prova de subversão”. Estudos sobre a tortura no Brasil e no mundo, com quadros estatísticos, além da transcrição de depoimentos sobre tortura com informações sobre os mortos e desaparecidos políticos.

Valorización, destrucción y programación

Coleção formada a partir da reprodução dos processos de presos políticos do período da ditadura militar, depositados nos arquivos do Superior Tribunal Militar e Supremo Tribunal Federal. Foram obtidas cópias de 706 processos completos e dezenas de outros incompletos. É possível conhecer a relação dos denunciados, indiciados, testemunhas e declarantes, bem como os nomes dos funcionários encarregados e escrivães da PM, médicos legistas e membros do Conselho de Justiça envolvidos nas ações de repressão aos movimentos de massa, diligências e investigações; informações sobre os réus e organizações visados pela repressão e sobre as leis repressivas. Contém estudos sobre a tortura no Brasil e no mundo, com quadros estatísticos, além da transcrição de depoimentos sobre tortura com informações sobre os mortos e desaparecidos políticos. Os “Anexos” têm origem diversa, foram apreendidos em posse dos militantes ou em diligências às residências e aparelhos, e anexados como “prova de subversão”.

Acumulaciones

Sistema de arreglo

Organizado parcialmente Os documentos são organizados por processos/dossiê referenciados através de doze índices. Os documentos encontram-se numerados

Área de condiciones de acceso y uso

Condiciones de acceso

Sem Restrição consulta livre

Condiciones

Idioma del material

Escritura del material

Notas sobre las lenguas y escrituras

Características físicas y requisitos técnicos

Boas condições de consevação

Instrumentos de descripción

Relatório Final: O Regime Militar; A Pesquisa BNM; Os Atingidos; Os Funcionários; Perfil dos Atingidos (publicado em livro); As Leis Repressivas; A Tortura (3 v.); Os Mortos; Índice dos Anexos; Inventário dos Anexos.

Área de materiales relacionados

Existencia y localización de originales

Superior Tribunal Militar (Brasil)

Existencia y localización de copias

Latin American Microform Project

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Área de notas

Puntos de acceso

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Área de control de la descripción

Identificador de la descripción

BR

Identificador de la institución

Reglas y/o convenciones usadas

Estado de elaboración

Final

Nivel de detalle

Básico

Fechas de creación revisión eliminación

Idioma(s)

  • español
  • portugués

Escritura(s)

Fuentes

Sistema de Arquivos - Fundação Edgar Leuenroth.
Memorias Reveladas - Arquivo Nacional

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